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ANCESTRALIDADE, SOMOS PARTE DE UMA HERANÇA
1 de October de 2020

Nossa existência é parte de um conjunto de experiências e heranças. Bem, isso ninguém pode negar. Mas ter consciência de que chegamos até aqui como fruto de uma jornada do ser de muitas gerações, isso é bem mais complicado. Refletir sobre quem somos e da onde fomos originados, nossa ancestralidade, ajuda a compreender muito o momento presente.

Gosto de pensar como funciona a evolução. A ciência lança luzes sobre como os seres vivos evoluem. Em um clássico da modernidade do inglês Charles Darwin em uma das famosas viagens que fez a bordo do seu navio Beagle pelo mundo fez algumas anotações mais emblemáticas sobre a evolução que o homem moderno pode conceber.

Ele Darwin, analisava nas ilhas Galápagos na América como os pássaros da espécie dos Tentilhões tinham comportamentos diferentes para cada ilha. Tanto em sua alimentação como nas atividades diárias. Mas além destes pontos em cada uma das ilhas, estes pássaros apresentavam diferentes tamanhos de unhas e bicos. 

As anotações de Darwin, dariam base para seu livro Teoria das Espécies. Neste que é até os dias atuais um dos maiores tratados sobre a evolução humana, Darwin em consequência das suas análises dividiria o mundo nos que acreditariam em uma evolução a partir do ambiente e outros apenas como um ato de criação divina.

A evolução é algo inegável para nós atualmente, porém séculos atrás pensar que partiríamos de uma origem comum enquanto espécie era algo impensável. A reflexão sobre nossa formação enquanto povo, lança reflexões importante sobre o que somos. Gostaria de convidar você a percorrer esta jornada existencial conosco.

QUAL NOSSA ORIGEM COMO BRASILEIROS

Nossa origem enquanto brasileiros é complexa. O famoso antropólogo brasileiro, Darcy Ribeiro que também era historiador, sociólogo, escritor e político brasileiro. Ficou conhecido por seu foco em relação aos indígenas e à educação no país. Suas ideias de identidade latino-americana ajudaram a compreender nossa origem.

É interessante dizer que em um primeiro momento, ele Darcy Ribeiro desenvolve uma análise da formação da humanidade após sua sedentarização. Em sua obra “O Processo Civilizatório”, publicado originalmente em 1968, Darcy Ribeiro desenvolve uma teoria global sobre as etapas de evolução da humanidade nos últimos 10 mil anos.

Baseando-se em Marx, Engels e Lewis Morgan, empreende uma tarefa de classificar como sociedades humanas de acordo com o grau de eficácia no domínio da natureza. Os “saltos” tecnológicos foram sete – as Revoluções Agrícola, Urbana, do Regadio, Metalúrgica, Pastoril, Mercantil e Industrial, e desencadeado doze processos civilizatórios e dezoito formações socioculturais.

Mas é no livro “Povo Brasileiro” que Darcy Ribeiro revela sua maior análise sobre nossas origens. Somos em essência a maior miscigenação que um país pode presenciar em sua evolução. Originados dos indígenas e marcados intensamente pela colonização portuguesa tivemos em um primeiro momento o início deste processo de construção da nossa identidade.

Os escravos vindos da África compõem um novo mosaico cultural e étnico. As constantes migrações de países da Europa para o Brasil, constroem o que hoje conhecemos lembrando que até os dias atuais ainda somos uma nação que acolhe em seu espaço uma grande quantidade de novos partícipes.

Como então definir uma origem ancestral com tantas variantes como a que temos? Outra pergunta ainda é por que é importante saber a onde é nossa origem?

COMPONDO NOSSO MOSAICO ANCESTRAL

Carregamos uma carga genética de todos os antepassados ​​que originaram nossa filiação. É como ao saber da onde nossos ancestrais incríveis partir e quanto empreenderam até chegarmos aonde chegamos isso ajuda a responder uma série de questões do momento atual que vivemos.

Minha origem pode por exemplo explicar a casos das histórias que encontramos ao longo da nossa vida entre nossos amigos. Ela ajuda a entender este mosaico que comentei. Meus ancestrais maternos são espanhóis, precisamente da região da Galícia perto de Portugal. Minha avó materna tinha como sobrenome Madrid.

Chegaram ao Brasil logo após a segunda guerra mundial. Aqui fincaram raízes nas plantações de café no interior do Paraná.

A família do meu Pai descende de bandeirantes portugueses que conquistaram o Nordeste. Ao entender a história dos dois núcleos que formaram o que Sou posso pelo menos começar a entender bastante sobre meus hábitos. De hábitos simples a gostos por determinados alimentos ou ainda algumas predileções.

Nossa ancestralidade não define nossa personalidade. Somos em sua grande parte fruto do meio em que vivemos tendo uma família nuclear, aquela bem próxima a nós no dia a dia como grandes construtores de nossa identidade.                

Compreender nossas raízes funciona como criar um vínculo de entendimento com nosso presente. Seria como uma linha que se conecta com nosso passado lançando luzes e possibilidades.

A MEDIDA QUE CONHECEMOS NOSSA ANCESTRALIDADE COMPREENDEMOS MELHOR O PRESENTE

São muitos os casos em que compreendendo melhor nosso passado começamos a ser mais flexíveis com nosso presente e ter por nossa história mais orgulho e amorosidade. Seria impossível relatar a quantidade de histórias que uma vez reveladas sobre o passado elucidam traumas, derrubam tabus a geram novas possibilidades para a felicidade.

Em minha história que relatei a pouco, precisei mergulhar em um processo terapêutico. Para compreendê-la. Foi necessário buscar quem sou, redescobrir minhas origens e ressignificá-la. Bem, esta é outra história e dela surgiu um livro. Parece brincadeira, mas não é.

Fui em busca das minhas origens. Há três anos fiz uma jornada de Santiago de Compostela na Espanha. Caminhando por mais de 400 milhas pelas terras onde viveu meus antepassados. Hoje, anos após esta experiência incrível muita coisa foi literalmente ressignificada em minha vida. Muitas vezes fazem para mim a seguinte pergunta:

Por onde começar quando estivermos diante de dilemas que nos cobram um posicionamento? O passar dos anos é implacável. A experiência e maturidade exige respostas. Bem caro amigo leitor, não existe almoço grátis nesta vida. O primeiro passo é justamente lançar luzes sobre sua história, herança ancestral e tudo aquilo que compõe você.

Em um processo terapêutico, muita água retorna a fonte e diferente do que dizia o filósofo Parmênides, sim é possível fazer novamente a água retornar aquele ponto do rio.

Redescobrir o que somos é fazer uma busca em nossa existência. Sozinho isso é muito complicado e normalmente nos faltam as ferramentas para este encontro sincero. Venha participar de um conosco momento no Instituto Elaborar. Tenho certeza que nesta jornada em busca da sua verdade, você se sentirá mais seguro com nossos terapeutas. Agende conosco um bate papo e gourmet a melhor jornada da sua vida.

Este artigo faz parte da nossa metodologia, em breve mais novidades!

Sobre o livro que comentei, segue o link caso você queira caminhar comigo rumo a Compostela.

http://abccomeditora.commercesuite.com.br/biografia/vidas-ressignificadas-uma-jornada-em-compostela

Benício Filho
Psicanalista Clínico, formado pela Kadmon Sociedade Brasileira de Psicanálise e Coaching. Com formação em eletrônica, graduado em Teologia pela PUC SP, com MBA pela FGV em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios, atua no mercado como empreendedor no segmento de tecnologia desenvolvendo equipes, formando lideranças e criando negócios no Brasil e em outros países. Palestrante desde 2016 sobre temas como Cultura de Inovação, Cultura de Startups, Liderança Ressignificada, Empreendedorismo, Espiritualidade e Essência, já esteve presente em mais de 400 eventos. Sócio fundador do Instituto Elaborar e conselheiro do ITESCS (Instituto de Tecnologia de São Caetano do Sul) bem como em outras empresas e associações. Lançou em dezembro de 2019 o seu primeiro livro “Vidas Ressignificadas” que mergulha em sua experiência na jornada que fez em Santiago de Compostela.