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AS ANGÚSTIAS DA NOSSA EXISTÊNCIA
23 de October de 2020

Quanto em minha jornada na terra percebo que não estou aqui como turista? Você já parou para pensar o quanto estagnamos em condições propostas pela sociedade, família e muitas vezes pela religião? Com todo esse sistema pré-determinado percebemos quão difícil é romper as angústias da nossa existência.

Em nossas vidas geralmente seguimos alguns padrões impostos pela sociedade que ainda percorrem há séculos, onde o bem sucedido tem que ter como mandatórios: títulos e mais títulos, como mínimo básico o diploma da universidade, várias especializações, pós-graduação, ter dois ou mais idiomas. Assim conquistamos o tão sonhado cargo refletindo em excelentes remunerações, até aí tudo certo e nada mais do que justo termos o devido reconhecimento profissional e salarial.

Dessa jornada descrita acima quanto conseguimos separar nossa vida pessoal do profissional? Quanto tempo dedicamos ao trabalho? Quanto dedicamos à nossa família, aos amigos e ao lazer? Quanto cedemos do nosso precioso tempo para fazer algo que realmente nos dê prazer?

Muitas vezes não conseguimos tempo para olhar para nós, ou melhor, por nós e fazer algo que nos agrade realmente, os momentos de descontração estão sendo cada vez mais raros em nossas vidas e quando conseguimos fazer coisas básicas como, por exemplo, passear numa praça de chinelos, tomar um sorvete daqueles das maquininhas que tem algumas garrafas de sucos, sabem? Sem glamour algum, mas que nos traz de volta a infância onde a felicidade estava nos pequenos momentos. E quando fazemos isso à sensação é tão boa, podem ter certeza!

Dependendo do nosso momento de vida, além de não darmos espaço para esses prazeres temos o sentimento de culpa, aquela sensação que poderíamos estar produzindo enquanto nos divertimos, gerando uma angústia muito grande.

E como sair desse conflito interno, dessas angústias? As tentativas são inúmeras, trocamos de carro, mudamos de casa, até mesmo de cidade e buscamos novos empregos com a esperança de começar de novo, e que esse novo será diferente. Mas e quando nada disso funciona precisamos refletir o sentido da nossa existência, ou seja, prestar atenção se não estamos buscando no exterior à solução do que na verdade está dentro de nós.

QUAL SENTIDO DA MINHA EXISTÊNCIA?

Algo dentro de nós, a conhecida intuição, diz que precisamos mudar o rumo das nossas vidas, dar sentido a ela. Por que é tão difícil entender o que estamos sentindo? Por que somos resistentes em ouvir nossa intuição?

Precisamos prestar mais atenção aos sinais que o nosso corpo emite! Eu sei, realmente entendo esse turbilhão de sentimentos, dúvidas, incertezas, questionamentos, imposições sociais que temos que encarar em alguns momentos da nossa caminhada.

Agora uma coisa é fato, tudo isso é reflexo do quanto somos omissos com nós mesmos, não aprendemos de forma natural colocar limites, dizer alguns nãos, na busca insaciável de ficarmos belos com a nossa aparência e perfeitos nas nossas entregas.

E essa autocobrança ao longo do tempo vai fazendo mal, refletindo na nossa saúde física e emocional. Não fazendo mais sentido. E o grande questionamento de vida começa surgir por diversos momentos da vida. “Qual sentido da minha existência?”

Segundo o filósofo Martin Heidegger (1889-1976) “o medo nos convida a viver na impropriedade, não atribuímos sentido, deixamos que os outros e as circunstâncias contribuam, nos alienamos de nós mesmos, vivemos sempre correndo, com nossas agendas cheias de distrações que nos ocupam. Vivemos num sentido impróprio que não aponta em direção alguma, como uma finalidade sem fim.”

Você caro amigo leitor sabe qual é o sentido da sua existência? Sabemos de duas. A primeira, temos consciência de que estamos vivos e que vamos morrer um dia. E a segunda, que isso deve ter algum sentido, ou seja, um sentido propriamente humano.

Cada vez mais a humanidade vai entendendo que o verdadeiro sentido da vida começa quando rompemos alguns padrões e iniciamos o processo de escuta do nosso verdadeiro Eu, nos autoconhecendo e encontrando nossas verdades de vida.

Devemos sempre ser gratos e respeitar os nossos antepassados que nos deram base e construíram a nossa história. Com essa bagagem e padrões herdados podemos perceber o que é nosso e o que não nos pertence. Um grande passo para ressignificar nossa existência!

E quando iniciaremos essa mudança em nossas vidas? Quando realmente tivermos dispostos e tomarmos consciência que a vida passa rápido e que somos os únicos responsáveis por ela!

Nessa tomada de autorreflexão entendemos que ouvir nosso interior, trabalhar o autoconhecimento e confiança nos possibilitará uma nova caminhada dando mais sentido a nossa existência.

A psicanálise tem um papel muito importante no processo de autoconhecimento, auxiliando na reflexão e entendimento de alguns episódios das nossas vidas que por muitas vezes não são elaborados corretamente ou não estão fazendo mais sentido.

A terapia é um processo dia a dia onde respeitar nossos limites é de extrema importância, com a devida elaboração vamos ressignificando fatos que vivemos e dando novo sentido a nossa existência.

Nós do Instituto Elaborar estamos aqui prontos para te ouvir e auxiliar no seu processo interior.

Esse artigo faz parte da nossa metodologia! Em breve teremos mais novidades.

Sheila Murari
Psicanalista clínica formada na Kadmon Sociedade Brasileira de Psicanálise e Coaching, cursando especialização Junguiana (Psicologia Analítica) e em interpretação de sonhos. Publicitária graduada em Comunicação Social especializada em Publicidade e Propaganda, pela universidade São Marcos. Sócia fundadora do Instituto Elaborar. Atuou como atendimento publicitário em grandes e importantes agências de publicidade, gerenciou renomadas contas do varejo e institucional, como: Casas Bahia, Pontofrio, Coop (cooperativa de consumo e drogarias), Tigre, Coral, Bradesco cartões, AACD e grupo hospitalar Américas Serviços Médicos. Vivência no Banco Itaú Personnalité na gestão analítica de perfil de investidores para melhor direcionamento em aplicações e transações bancárias. Gestão de pacientes no Instituto Cohen.