Man jump through gaps between hills
QUAL A MINHA RAZÃO FORTE PARA ACORDAR TODOS OS DIAS?
8 de December de 2020

A busca pela nossa verdade e a necessidade que temos em nos conhecer cada vez melhor, é uma tarefa um tanto complexa e desafiadora. Achar dentro de nós as respostas para perguntas aparentemente simples, como, “Quem sou eu?” ou “Qual a minha essência?” nem sempre são tarefas simples.

Essas perguntas se tornam mais frequentes quando iniciamos um processo de evolução mais consciente e madura sobre a própria vida, e também é muito comum que crises existenciais remetam à essas questões.

Quando conseguimos compreender e responder quem somos com propriedade, tendo o pleno conhecimento do nosso passado, nossa história, nossa hereditariedade, nossas heranças ancestrais e sociais, significa que estamos aptos a avançar mais um nível do autoconhecimento, que é conseguir refletir sobre indagações do tipo: “O que me move e me faz acordar e lutar todos os dias”?

Nossa rotina pode ser tão dinâmica e intensa que muitas vezes nos pegamos vivendo no modo automático, ou seja, sem refletir nos porquês de estarmos fazendo as coisas além do óbvio, que é garantir a sobrevivência.  

Quem nunca acordou e se sentiu sem energia e sem disposição para seguir o dia? Por essa razão conhecer o próprio sonho e saber o que te move, será o seu combustível para não desanimar e seguir sua caminhada de cabeça erguida mais um dia.

Sim, você é a sua motivação! Seus sonhos são os protagonistas de sua motivação. Esperar que esse combustível venha do externo, do chefe ou da família por exemplo, é uma ilusão que certamente resultará em frustração, pois, somente nós sabemos onde e como acionar o botão da automotivação.

É fundamental termos e reconhecermos nossos sonhos e desejos, para buscar as prioridades e canalizar os esforços necessários para a realização destes. Nossa meta nos impulsionará e nos motivará, afinal, ter um sonho traz sentido à vida.

Ainda não consegue responder o que te move? Se você não tem conhecimento de sua razão forte para acordar, talvez possa iniciar o exercício de vislumbrar pequenos desejos e sonhos.

Mas atenção, não podemos confundir desejo com necessidade, certo? Necessidade é algo fundamental para garantir a nossa existência, enquanto o desejo é a expectativa de conquistar ou possuir algo.

“Eu não sou o que aconteceu comigo, eu sou o que eu escolhi ser.” Disse o psiquiatra criador da psicologia analítica, Carl Gustav Jung, que contribuiu grandemente para o desenvolvimento da humanidade com seus estudos e reflexões. Olhe para dentro, encontre seus desejos, seus sonhos e sua motivação. Seja sua escolha e viva a sua escolha!

DESCOBERTA DE QUEM SOU NA ESSÊNCIA E A ACEITAÇÃO DO MEU EU

Quanto mais elevamos o nível do autoconhecimento, mais nos tornamos seres com consciência superior, e chegamos mais próximos da tão almejada paz.                 

Mas por que falamos tanto de essência? O que é essa essência? Podemos descrever a essência como o nosso EU mais puro e cristalino, o que nasce com a gente sem interferências externas, é a luz que jamais se apagará.

Já a nossa personalidade é moldada a partir da essência, sofrendo constantes mudanças no decorrer da vida e sofrendo influências externas, como, família, religião e sociedade.

Não podemos definir a nossa essência pelo mundo externo, pela nossa formação profissional ou pelo círculo familiar e social, a nossa essência é muito além disso, é a nossa verdadeira face, fazendo uma analogia, é a versão original de fábrica.

No entanto, no decorrer da vida, nossa criação e nossa vivência vão nos modificando de tal forma que inconscientemente camuflamos essa essência e em muitos momentos, perdemos a própria referência, onde as crises existenciais tomam conta de nós.

Uma forma mais simplificada de buscar a essência é refletir sobre o que faríamos ou seriamos se precisássemos mudar comportamentos atuais e não tivessem impactos ou efeitos colaterais com essa mudança.

Nos olhar no espelho e nos perguntar, “Eu sou feliz com minhas escolhas?”, reconhecer que se não houvesse impacto seriamos diferentes, estaríamos em outra cidade, em outro emprego, outro relacionamento, outra religião, enfim, uma infinidade de possibilidades. A partir da reflexão responder a si mesmo, “Vale a pena permanecer assim?” ou “É isso que eu quero para minha vida?”

Mas não basta enxergarmos nossa essência, é preciso coragem para aceitar o que somos, somente assim, iniciaremos a construção da liberdade emocional, do desvinculo e desconstrução dessas amarras neuróticas que nos prendem em uma realidade artificial.

A psicanálise pode nos munir de ferramentas possibilitando sair da negação e aceitarmos o nosso EU, através de ajustes de interpretações e limitações, de forma a elaborar e ressignificar padrões de forma sustentável.

Que tal se tratar com mais amor? Valorizar sua história com compaixão e respeito às suas experiências positivas e negativas, experiências essas que te levaram a ser quem você é hoje.

E se essa realidade não te agrada, seja você o agente de mudança da sua própria vida, da aceitação e redirecionamento de sua história. Permita viver sua essência e compreenderá que é maravilhoso poder ser você mesmo!

ROMPIMENTO DO MODELO MENTAL PRIMITIVO (CRENÇAS LIMITANTES) E A CORAGEM DE GRITAR PARA O MUNDO

Você pode estar se perguntando o que são crenças limitantes e como saber quais são as suas. De forma sucinta, as crenças limitantes são as ideias que formamos sobre o mundo e sobre nós com base no que vivenciamos, vimos, ouvimos e assimilamos.

A maior parte das crenças são aprendidas na infância, principalmente até os sete anos e acabam se tornando verdades absolutas que levamos para a vida e na maioria das vezes, nem sabemos que são crenças limitantes. 

As crenças definem o que somos, a maneira como agimos, o que fazemos, pensamos e sentimos são resultados dessa verdade individual introjetada.

As crenças podem ser hereditárias, sociais e pessoais, e todas permeiam pela forma como observamos e absorvemos esses conteúdos, e então teremos o nosso próprio óculos da vida.  

Pensamentos e sentimentos que impõem limites, nos projetam em realidades distorcidas e nos impedem de evoluir, são as crenças limitantes negativas. Como por exemplo, quando pensamos “Eu não sou digno”, “Eu sou incapaz”, “Não tenho mais idade para isso”, “Não faço nada direito”, são frases que denunciam essas crenças, que por muitas vezes podem ser criadas a partir de experiências traumáticas, principalmente na infância. 

Freud defendia que não somos apenas o que pensamos ser. “Somos mais, somos também o que lembramos e aquilo de que nos esquecemos “, e nossas crenças internas armazenadas no inconsciente, esquecidas, podem acabar dirigindo a vida por nós, tomando lugar da razão.

Quando aceitamos a nossa essência permitimos nos despir das limitações e assim, floresce uma nova realidade, novos óculos da vida! 

Você sentirá isso quando tiver coragem de gritar para o mundo, quem você é, qual sua essência, quais suas escolhas, sem medo das opiniões externas, pois, o seu interno estará muito bem elaborado e ressignificado.

Venha conosco! Estamos aqui para ajudá-lo na condução dessa incrível jornada rumo ao autoconhecimento, autoconfiança e autonomia! Faça psicanalise, se cuide de dentro para fora.

Esse artigo faz parte da metodologia do Instituto Elaborar, em breve mais novidades!

Greice Vasques
Psicanalista clínica, formada pela Kadmon Sociedade Brasileira de Psicanálise e Coaching. Cursando especialização Junguiana (Psicologia Analítica) e em interpretação de sonhos. Sócia fundadora do Instituto Elaborar. Graduada em administração com ênfase em recursos humanos, com MBA em gestão empresarial, pela FGV – fundação Getúlio Vargas, com intercâmbio em Toronto, no Canadá. Atuou nas áreas de recursos humanos, gestão de negócios e marketing em renomadas corporações, tendo como destaque atuação em projetos estratégicos de desenvolvimento e implementação de metodologias de RH, gestão de categorias, comportamento do consumidor e gestão de produtos. Através dessa jornada, conectou-se com seu propósito de vida, atuar no desenvolvimento do potencial humano.